Vitrina, 18.03.2026 - O ministro de Estado do Plano e Finanças considerou hoje como um “processo normal” a penhora da empresa Solnivan pertencente aos irmãos Nino e António Monteiro, defendendo que “todos somos iguais perante o fisco”. “Eu não posso tomar medidas de penhora contra um contribuinte e não o fazer contra outro”, justificou o ministro.
Na terça-feira o Departamento de Execução Fiscal do Ministério das Finanças decidiu pela penhora da empresa Solnivan, dos irmãos Monteiro, por dívida acumulada com impostos, no valor superior a um milhão de euros que o governo considera ser “dividas antigas devidas a Solnivan”.
“Eu tenho que ser coerente, os serviços da Direção de Impostos, tutelado por mim não estão a perseguir nenhum contribuinte em particular, aliás, vamos tomar também as mesmas medidas contra outros contribuintes que continuam na mesma situação, porque não existe contribuintes grandes, não existe contribuinte pequenos, não existe contribuintes com influência política ou sem influência política”, justificou Gareth Guadalupe.
Há muito que se comentava no país sobre a dívida acumulada com o fisco pela empresa Solnivan, gestora da Cervejeira Rosema. A decisão agora tomada surge numa altura em que mesmo ao nível da Rosema corre rumores de que a fábrica não declara totalmente a quantidade de cerveja que produz.
“Os serviços ainda estão a fazer o seu trabalho, há todo um processo que deve decorrer, nós estamos a fazer aquilo que nós chamamos de penhora patrimonial, para que o interesse do Estado esteja salvaguardado”, explicou o governante, precisando que a penhora não é contra a Cervejeira Rosema, mas contra a empresa Solnivan.
Gareth Guadalupe entende que o Estado deve ser “ressarcido naquilo que lhe é devido”, garantindo que não vai discriminar contribuintes.
“Eu não posso exigir que um contribuinte com menor volume de negócios cumpra com as suas obrigações fiscais e outros com maior volume de negócios não o faz”, acrescentou.
M.B.