Vitrina, 04.05.2026 - A Ação Democrática Independente, ADI, condenou o que considera de “atos ilícitos e politicamente subversos” praticados por elementos dissidentes deste partido. Em comunicado lido esta segunda feira pelo seu porta-voz, a ADI acusa o candidato a liderança do partido, Américo Ramos de “desenvolver atividades manifestamente contrárias” a disciplina partidária incluindo da própria lei constitucional.
O ADI acusa ainda Américo Ramos de liderar um “grupo fraturante” que age invocando, “sem legitimidade política” o nome do partido e promove reuniões públicas “desprovidas de qualquer legitimidade orgânica, com vista a induzir os militantes em erro”.
No comunicado de pouco mais de quarto minutos, a ala mais radical do parido sublinha que estas movimentações políticas levadas a cabo por esse “grupo fraturante” tem por fim organizar um congresso “ilegal a revelia dos órgãos competentes e da direção legitimamente constituída”.
O ADI debate-se há vários meses com um conflito interno que levou a divisão do partido em duas alas e reduziu o número dos seus deputados no parlamento uma vez que quase uma dezena dos 30 parlamentares inicialmente eleitos passaram para a bancada de independente.
O partido sustenta que tais movimentações só são possíveis usando “mecanismos e cumplicidade no sistema judicial com objetivo inequívoco de intimidar, confundir, comprometer, limitar e inviabilizar a participação do ADI nas próximas eleições legislativas”.
O ADI ameaça “desencadear todos os mecanismos legais, judiciais e institucionais” para a responsabilização civil, criminal e política contra os autores destes atos, e adverte os militantes para se absterem de participar em atividades convocadas pela fação do atual primeiro-ministro Américo Ramos.
No comunicado, o partido apelou a comunidade internacional, parceiro bilaterais, organizações regionais e observadores da legalidade democrática “para se manterem vigilantes face as essas tentativas de desestabilização institucional e de manipulação dos processos da vida democrática em São Tomé e Príncipe”.
J.C.