Jorge Bom Jesus desmente o seu partido e nega que tenha desistido da corrida presidencial

Jorge Bom Jesus desmente o seu partido e nega que tenha desistido da corrida presidencial

Vitrina, 19.06.2026 – Jorge Bom Jesus, dirigente do MLSTP, o pré-candidato que anunciou a corrida para o cargo de presidente da república, no dia 13 deste mês e cuja desistência o seu partido anunciou no dia 17, veio hoje ao público dizer que afinal não desistiu e a sua candidatura é para prevalecer.

“Eu demarco do comunicado da comissão política do MLSTP, até porque o candidato Jorge Bom Jesus não deu nenhum mandato, nenhuma procuração a ninguém, a nenhuma entidade para falar em meu nome”, disse Bom Jesus, sublinhando que “esta declaração da comissão política é algo tendenciosa, contem imprecisões”.

Negou que estava presente na referida reunião da comissão política do dia 17, tendo sublinhado que o seu projeto “decorre de um desejo genuíno de servir São Tomé e Príncipe”.

Questionado sobre porque razão reage ao comunicado do seu partido 48 horas depois, o candidato justificou: “Eu estava para reagir desde ontem depois da surpresa deste comunicado”, mas pretendia “falar com maior propriedade” depois de conversar com os seus colaboradores, incluído com os seus patrocinadores.

Entendeu que o comunicado do MLSTP teve “o condão de amarrar-me, por um lado, mas também bloquear os meus financiamentos em curso”.

“Ele alicerça-se nos profundos anseios da nossa população, eu tive o cuidado de percorrer o país e de auscultar as pessoas para depois, de forma amadurecida, ponderada, tomei a decisão de me candidatar”, garantiu.

Em mensagem virada para dentro do MLSTP, lembrou que “Jorge Bom Jesus é o único candidato oriundo da família do MLSTP, naturalmente que gostaria de ter o apoio do meu partido, que ajudei a edificar, continuo a servir com abnegação, zelo e dedicação”.

Lamentou que “o apoio está direcionado a um candidato fora do MLSTP, são opções estratégicas que eu não discuto. Todavia há uma diferença entre as opções da Direção (do partido) e as opções da militância”.

Convocou os “meus camaradas, as minhas camaradas, os meus irmãos, os amigos, os simpatizantes para, em conjunto fazermos um grande cordão e nos darmos as mãos para que possamos mudar a situação atual do país a todos os níveis”.

Confrontado com as informações que circulam sobre um eventual recebimento de uma certa quantia monetária para avançar com o seu projeto, Jorge Bom Jesus negou. “Nunca recebi nenhum centavo de ninguém, naturalmente que neste processo de candidatura os homens conversam, dialogam, há uma interação natural entre as várias candidaturas”.

Concordou, contudo, que nessas conversas, nesses diálogos a questão financeira é incontornável. “Naturalmente que em qualquer negociação, fala-se de tudo e geralmente o dinheiro acaba por estar no centro”.

Observadores admitem, contudo, que todo esse imbróglio pode diminuir a credibilidade da candidatura deste que foi primeiro-ministro e líder do maior partido da oposição.

M. Barros

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