Jorge Bom Jesus renuncia a candidatura a menos de uma semana do início da campanha eleitoral
Vitrina, 29.06.2026 – Jorge Bom Jesus que no dia 23 deste mês foi sorteado no 4º lugar do boletim de votos pelo Tribunal Constitucional, renunciou hoje a corrida presidencial de 19 de julho próximo, justificando a decisão com “o contexto de crispação, de calunia, difamação, ataque gratuito e assassinato da imagem”.
Em carta remetida hoje mesmo ao Tribunal Constitucional Jorge bom jesus defende-se ainda de que a sua honra estava a ser posta em causa “de forma gratuita”, sublinhando que a sua desistência “é irreversível”.
“Jorge preferiu analisar todo esse contexto e retirar-se da corrida as eleições previstas para o dia 19 de julho, para salvaguardar esse capital político que ainda detém e colocar em primeiro lugar o patriotismo, colocar em primeiro lugar o país, colocar em primeiro lugar a sua família e todos os que o apoiam, dissipando todo e qualquer tipo de dúvida”, disse o seu mandatário, Gilson Leite.
Questionado sobre o timing dessa desistência, Gilson Leite reconhece que “em termos de lei essa desistência não tem amparo legal, jurídico, mas é uma decisão pessoal, da pessoa que daqui para frente já não se apresentará ao público e ao eleitor como candidato, não fará campanha, não estará em comícios, não estará em reuniões e mobilizações”.
O mandatário reconhece ainda que tem havido “muita pressão” para que o candidato se afastasse da corrida presidencial. “Não há nada que possa estar acima da honra de alguém e quando se sente que não há espaço para continuar, sobretudo quando há pessoas querendo ligar o candidato a muitas coisas que não vale apenas fazer aqui referenciar, é melhor retirar-se e salvaguardar o seu bom nome e a sua honra”, acrescentou Gilson Leite
Disse, por último, que essa desistência vai “contribuir para o apaziguamento e da concórdia nacional” da situação política nacional que vive nas últimas semanas momentos de alguma animosidade.
A renúncia de Jorge Bom Jesus da corrida presidencial já era esperada há cerca de uma semana, quando entre o candidato e a direção do seu partido entraram em rota de colisão, justamente devido a este facto.
M. Barros