Carlos Vila Nova critica má governação de Patrice Trovoada durante apresentação de candidatura em Lembá
Vitrina, 07.06.2026 – Carlos Vila Nova deslocou-se este sábado a cidade berço de Neves, distrito de Lembá, onde apresentou sua recandidatura à eleição presidencial de 2026, agendadas para 19 de julho à população local. Vila Nova explicou que o cargo presidencial não detém poderes executivos, mas exerce a função essencial de garantir o equilíbrio institucional e a estabilidade política do país.
Em declarações aos residentes da cidade mais ao norte de São Tomé Carlos Vila Nova sublinhou que a sua recandidatura a um segundo mandato tem como prioridade o reforço da harmonia entre os cidadãos e os órgãos de soberania.
Falando diante centenas de apoiantes, o ainda presidente da república destacou que uma das funções centrais de um chefe de Estado numa democracia é garantir a unidade nacional e o equilíbrio institucional.
“O presidente da república tem outra coisa muito importante, nós estamos aqui bastante, mas há uma pessoa que representa vocês todos aqui e lá fora que é o presidente”, explicou.
Lembrou que quando foi eleito e assumiu funções em 2021/22, São Tomé e Príncipe “era visto lá fora como um país que tem dono. Porque “havia uma pessoa que dizia que ele é que manda em toda a gente. Ele não é presidente, mas ele é que manda no governo, na assembleia nacional, manda no tribunal e também manda no presidente”, disse Carlos Vila Nova, numa referência implícita ao ex-primeiro-ministro, Patrice Trovoada.
Explicou a população de Lembá que a Constituição da Republica define um poder partilhado entre quatro órgãos de soberania em que o presidente da república está em primeiro lugar.
O candidato afirmou que continuará a agir em defesa dos interesses do país para que São Tomé e Príncipe continue a ser visto com respeito no cenário internacional.
“O país estava muito mal visto, levou muito tempo e deu muito trabalho, hoje somos um país respeitado, hoje São Tomé e Príncipe é convidado para participar em quase todas as coisas que acontecem no mundo: isso é respeito, esse é o país que nós queremos”.
Durante o seu depoimento Vila Nova apelou para a união e deu exemplo de má governação que não deve se repetir no país.
“Eu quero união, eu estou a lutar para estarmos unidos, o país não avança com ódio nem com divisão. Vamos trabalhar para haver paz, harmonia e união em São Tomé e Príncipe”, apelou.
Calos Vila Nova pediu confiança aos cidadãos e garantiu que a sua experiência será colocada ao serviço de todos os santomenses.
“Ser presidente de um país é preocupar com as pessoas e com o país. O país constrói-se com o esforço de todos e é por isso que eu quero a vossa confiança. Porque a experiência de quem já tem conta, a estabilidade importa para todos nós e a justiça precisa de firmeza”, concluiu o candidato.
M.B.