Vitrina, 08.05.2026 - O governo japonês está a financiar as eleições em São Tomé e Príncipe com 1,5 milhões de euros, valor que consta de um acordo de financiamento assinado no dia 06 deste mês entre este país nipônico com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, que vai gerir a verba.
O dinheiro, atribuído com base no fundo de contrapartida da venda do donativo em arroz do Japão se destina a garantir o apoio técnico e logístico ao processo eleitoral e já foi colocado formalmente à disposição da Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
“A embaixada do Japão coloca à disposição da Comissão Eleitoral Nacional a importância de 34 milhões de Dobras (moeda nacional) que chega como um verdadeiro balão de oxigénio para o nosso processo eleitoral”, garantiu o presidente, Jeodiger Nascimento.
A formação de agentes, aquisição de materiais, fortalecimento dos mecanismos de apuramento e a divulgação dos resultados são os objetivos para os quais deverão ser utilizados o financiamento japonês.
Jeodiger Nascimento, garantiu que sem esta verba vários eleitores, sobretudo na diáspora poderia ficam impedidos de ser recenseados e, consequentemente não poderiam votar nas eleições de julho e de setembro.
“Podemos dizer que sem este apoio, os nossos irmãos em alguns locais da diáspora poderiam estar impedidos de exercer o seu direito fundamental”, disse o presidente da CEN, lembrando ao governo que “a falta de recursos não pode ser desculpas para excluir ninguém da participação democrática”.
O responsável explica que o montante alocado ao processo eleitoral “vai permitir relançar as operações de atualização eleitoral”, garantindo que “todo o cidadão dentro e fora do país possa confirmar os seus dados e fazer valer a sua voz nas urnas”.
O diplomata nipônico reafirmou, por seu lado o compromisso do seu país em apoiar a consolidação da democracia em São Tomé e Príncipe, sublinhando que eleições justas, livres e transparentes são fundamentais para a estabilidade e o desenvolvimento.
“Honra-nos acompanhar São Tomé e Príncipe nesta etapa importante da sua vida política”, disse Ando Yoshio.
A CEN promete “rigor e responsabilidade” na gestão do financiamento de acordo com as normas estabelecidas para assegurar que todo o processo eleitoral seja inclusivo e seguro.
As autoridades são-tomense têm Japão como pioneiro e parceiro mais seguro no financiamento das eleições em São Tomé e Príncipe, que conta também com apoio de outros parceiros como a França, que segundo fontes governamentais colocou uma verba a disposição para garantir que a votação possa ser feita com base de dados do registo civil, e Portugal que assegura com alguns meios técnicos.
MB