Vitrina, 16.10.2026 – O MLSTP, vencedor das eleições de setembro com maioria simples, reafirmou hoje estar disponível para negociar com todas as forças políticas para formar um governo que reúna “consensos alargados para as grandes reformas que não podem mais esperar”. “Estamos com sentido de Estado, disponíveis para dialogar com todas as forças políticas com assento parlamentar, colocando São Tomé e Príncipe em primeiro lugar.
O país precisa de consensos alargados para as grandes reformas que não podem mais esperar”, diz o MLSTP em comunicado lido pelo seu secretário-geral, Arlindo Barbosa.
A reação do MLSTP surge menos de 24 horas depois do presidente da República ter dito que dentro de 30 dias iria definir qual formação política formava o próximo governo.
“Eu sempre disse que é altura, em democracia, de começarmos a dar oportunidade a quem vence eleições, pouco importa os resultados. Mas também disse que exigiria sustentabilidade parlamentar. Não vamos constituir um governo que não tem condições de poder trabalhar” explicou Carlos Vila Nova, disse, quinta-feira o presidente da república.
O MLSTP sublinha em comunicado que “saúda a postura dialogante” do chefe de estado “e o seu contributo para a paz e estabilidade política”, mas lembra que o consenso vai ser necessária para grandes reformas como a revisão da Constituição da República, reforma profunda do sistema de justiça e a revisão da Lei Eleitoral para maior transparência.
“Nenhum partido político fará estas reformas sozinho, teremos de as fazer juntos. O país atravessa um momento particularmente difícil, o custo de vida sufoca as famílias, faltam combustível, e água e a energia é incerta”, explicou o partido de Riboque, sublinhando que “esta realidade exige um governo com toda a legitimidade para tomar decisões urgentes e unir esforços em favor do povo”.
O MLSTP defende que “os resultados eleitorais devem ser respeitados. O povo são-tomense colocou o MLSTP na primeira posição porque quer o MLSTP a governar. Essa é a vontade soberana expressa nas urnas e validada pelo Tribunal Constitucional”.
C.C.