Presidente são-tomense decide nas próximas horas quem vai formar o XX Governo Constitucional
Vitrina, 13.10.2026 - O presidente da república iniciou hoje a auscultação, em separado, aos partidos políticos com assento parlamentar, com vista a se definir um modelo de governo que o país conhecerá nos próximos dias. Carlos Vila Nova ouviu, primeiro, o Movimento Basta que nas últimas eleições assegurou dois assentos no parlamento, seguindo-se a coligação MCI-PS-PUN, com seis assentos. Logo depois ouviu o ADI, de Américo Ramos, com 23 assento e, por último, o MLSTP, vencedor destas eleições com a maioria simples de 24 assentos parlamentar.
A audiências no palácio presidencial com os representantes dos partidos políticos decorreram num contexto de alguma crispação política resultante do acordo de incidência parlamentar assinado entre os líderes do ADI e da coligação MCI-PS-PUN cujo objetivo é garantir uma sustentabilidade ao governo que o primeiro-ministro cessante pretende formar para governar o país durante os próximos quatro anos.
O Movimento Basta que se fez representar neste encontro por uma delegação chefiada por Salvador Ramos defendeu a necessidade de criação de um governo do MLSTP que venceu as eleições de 27 de setembro.
“Defendemos que o próximo governo da república deve ser liderado pela MLSTP, tendo em conta os pressupostos constitucionais”, defendeu Salvador Ramos.
Por seu lado, o MCI-PS-PUN defende a constituição de um executivo apoiado por aquilo que considera uma base parlamentar sólida.
“Nós aconselhamos (o Presidente da República) para nomear o nosso primeiro-ministro (saído do acordo de incidência parlamentar) para formar o governo, porque nós somos a maioria e para evitar a crise neste país”, disse Domingos Monteiro.
Américo Ramos, líder do ADI defendeu, entretanto, que se deve “estritamente obedecer a Constituição e essa competência cabe ao presidente da república”.
Mas lembrou que o seu partido tem um acordo de incidência parlamentar com o MCI-PS-PUN. “É um acordo para vingar e tem todos os elementos que permitem que haja uma aliança forte entre os dois partidos”.
O MLSTP, último a ser pelo chefe de Estado defende que deve liderar o próximo executivo, manifestando-se disponível a negociar com outras formações políticas para efeito.
“Será o MLSTP a formar e a líder o próximo governo. Nós não abdicamos da liderança do próximo governo”, disse Américo Barros, referindo-se é isso que ditou os resultados das urnas.
“O próximo governo terá que ser liderado pelo MLSTP porque foi assim a vontade popular. Daí que estamos abertos, vamos manter abertos e continuar a falar com outros partidos para que o país conheça a paz e estabilidade de que tanto precisamos”, concluiu o presidente do MLSTP.
Fontes partidárias garantem que “o mais tardar em 48 horas” o presidente da República decidirá sobre qual partido vai formar o XX governo Constitucional de São Tomé e Príncipe.
M. Barros