Vitrina, 14.05.2026 – Carlos Vila Nova lançou hoje a sua candidatura a um segundo mandado na eleição presidencial marcada para 19 de julho próximo. O ainda presidente da república vai disputar o pleito como independente, tendo destacado a estabilidade institucional, o reforço do compromisso com o crescimento e desenvolvimento do seu país e a resolução do caso 25 de novembro de 2022 como prioridades do seu próximo mandato, em caso de reeleição.
“Hoje perante a nação, anuncio, com responsabilidade e convicção: sou novamente candidato a presidente da república. Não como candidato de partidos, mas como candidato da nação.
Sou candidato porque o país ainda precisa de estabilidade, sou candidato porque a experiência conta em tempos exigentes, sou candidato porque muitos desafios ainda não estão resolvidos e sou candidato porque acredito profundamente no futuro de São Tome e Príncipe”, disse Carlos Vila Nova num auditório repleto de amigos, familiares e alguns responsáveis políticos.
Garantiu esforço para trazer a verdade sobre os acontecimentos de 25 de novembro, reconhecendo que “nenhum país avança sem verdade”.
“Os acontecimentos de 25 de novembro de 2022 marcaram-nos profundamente, foram momentos dolorosos, feridas que ainda não cicatrizaram, não haverá reconciliação sem verdade e não haverá paz duradoura sem justiça, sublinhou, renovando o seu compromisso com a verdade.
“A verdade será apurada, a justiça será feita, a dignidade das vítimas será respeitada e trabalharemos para que episódios semelhantes nunca mais se repitam na nossa história”, prometeu.
Quanto a estabilidade política sublinhou que “não é um luxo, é uma necessidade. Cada crise institucional custa caro ao povo, custa empregos, custa investimentos e custa oportunidades. Como presidente continuarei o garante do equilíbrio, do diálogo e do funcionamento normal das instituições. O povo não quer conflitos permanentes”.
Carlos Vila Nova quer um país “onde a saúde não depende da sorte, um pais com hospitais dignos e profissionais valorizados, um país onde a educação prepara os nossos jovens para competir no mundo, onde o talento seja reconhecido e o mérito recompensado, um país onde os jovens tenham oportunidade reais de trabalhar, criar, inovar e viver com dignidade”.
O candidato propõe aos eleitores “um novo pacto nacional, um compromisso entre todos partidos, jovens, igrejas, empresários, trabalhadores, sociedade civil e diáspora”.
“Um pacto para garantir estabilidade, para promover justiça, para criar oportunidades, para construir um futuro comum”.
No fim do seu discurso de pouco mais de quatro minutos, Carlos Vila Nova, ainda presidente da República renovou o pedido de confiança ao eleitorado, “não por ambição pessoal e não apenas pela experiência que contribui, mas porque a estabilidade importa, porque a justiça exige firmeza e porque o futuro precisa de liderança com serenidade”.
O candidato promete trabalho, independência, coragem e união, dizendo-se “pronto para servir a república com dedicação total”.
M. Barros