“Não se pode permitir que o paÃs seja bloqueado por meia dúzia de pessoas†- Presidente da República
Vitrina, 03.02.2026 – O presidente da república considerou esta terça-feira, 03 de fevereiro, que é preciso “lutar contra o desmando†e que não se pode “permitir que o paÃs seja bloqueado por meia dúzia de pessoasâ€. Carlos Vila Nova reagia aos últimos acontecimentos ocorridos na Assembleia Nacional, cuja sessão parlamentar convocada segunda-feira 02, por um grupo de deputados que consideram uma nova maioria parlamentar, destituÃram a presidente do órgão, demitiram os juÃzes do Tribunal Constitucional e elegeram o presidente da Comissão Eleitoral Nacional.
“O que eu posso dizer as pessoas é que nós temos que lutar contra o desmando. Não podemos permitir que o paÃs seja bloqueado por meia dúzia de pessoas, sejam eles de que nÃvel for, deputados, professores, quem quer que seja, o paÃs tem que funcionar e as regras têm que ser cumpridasâ€, disse Carlos Vila Nova a margem do ato central das atividades comemorativas de 03 de fevereiro, Dia dos Mártires da Liberdade.
O chefe de Estado disse esperar que “todos esses incidentes ou atos que têm acontecido nos últimos tempos na Assembleia Nacional sirvam de aprendizagem a todos nós para fortalecer a nossa democraciaâ€.
“Nós temos o compromisso de consolidar a nossa democracia e eu espero que seja a aprendizagem. Isto não é novo em São Tomé e PrÃncipe nem noutras paragens, a minha vontade é que, respeitando essa separação de poderes, isso sirva para aprendermos e nos fortalecermos no exercÃcio da nossa democraciaâ€, assegurou o presidente da república.
Questionado sobre se vai promulgar as leis aprovadas na última sessão parlamentar pela maioria de 29 deputados, Carlos Vila Nova foi peremptório: “quando as receber, agirei em consciênciaâ€.
Comentando o último acórdão do Tribunal Constitucional que considerou ilegal a convocação da sessão plenária por um grupo de 28 deputados, o governante considerou este ato como “uma fuga perdida, é perdiçãoâ€.
“O Tribunal Constitucional, através deste ato, parece-me que é uma fuga perdida, é uma perdiçãoâ€, explicou o chefe de Estado, lembrando que há pouco mais de uma semana já tinha falado sobre este órgão.
“O elevado Ãndice de descrença e de contrariedade retira credibilidade a este órgão, infelizmente. Devia ser um órgão ao serviço da nação, está visto que não éâ€, disse Carlos Vila Nova que disse esperar as próximas etapas do que vai acontecer no paÃs.
“Nós veremos as próximas etapas, as próximas fases de tudo. O que eu posso dizer as pessoas é que nós temos que lutar contra o desmando. Não podemos permitir que o paÃs seja bloqueado por meia dúzia de pessoas, sejam eles de que nÃvel for, deputados, professores, quem quer que seja, o paÃs tem que funcionar e as regras têm que ser cumpridasâ€, garantiu.
Por seu lado, o primeiro-ministro lamentou e condenou os atos de violência ocorridos antes da sessão parlamentar de segunda-feira.
“Assistimos uma cena de violência durante esse ato, lamentamos e condenamos, uma vez que houve situação de agressão fÃsica a um deputadoâ€, disse Américo Ramos, prometendo que o governo tomará todas as medidas necessárias para proteger qualquer cidadão para que atos desses não voltem a acontecer.
Quando a suspensão da presidente da Assembleia Nacional do cargo, Américo Ramos disse esperar que a decisão seja acatada “uma vez que ela foi tomada pela maioria dos deputadosâ€.
“Todos os outros atos são puramente parlamentares dos deputados, representantes do povo, daà que espero que o cumprimento daquilo que é a lei seja respeitado por todosâ€, concluiu o primeiro-ministro.
M. Barros