Autoridades sanitárias de São Tomé trabalham num plano de contingência para fazer face a eventual contaminação do Ébola
Vitrina, 12.06.2026 - As autoridades sanitárias de São Tomé e Príncipe criou um Centro de Operações de Emergência (COE) que, em estreita colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS), está a preparar um plano de contingência capaz de fazer face a uma eventual entrada e contaminação da população pelo vírus do Ébola.
Fonte do Ministério da Saúde explicou que tendo a doença sido declarada, em meados de maio pela OMS como “uma emergência de saúde pública de importância internacional”, o país vê-se forçado a tomar medidas de prevenção contra esta epidemia que se alastra na República Democrática do Congo (RDC).
“Impôs-se a necessidade de que o COE entrasse em modo alerta. O país tem que testar as suas capacidades e preparar-se para a entrada de qualquer caso suspeito”, disse a jornalistas Bakissy Costa Pina, coordenadora do referido centro.
A iniciativa é financiada pelo Banco Mundial, tem como objetivo avaliar as capacidades operacionais dos técnicos e agentes sanitários, coordenar operações setoriais e cria mecanismos de tomada de decisão no âmbito deste plano de contingência.
“Já demos formação a quase 100 operadores do aeroporto que é o pondo de entrada, já tivemos encontros com o corpo diretivo da Empresa Nacional de Administração do Aeroporto (Enasa), iremos também dar formação no porto ao pessoal das estivas, tivemos encontros agendados com o pessoal da Aviação Civil devido o envio das amostras”, explicou a responsável.
“Vamos proceder a exercícios de simulação baseada em cenários fictícios que evoluem progressivamente”, sublinhou ainda Bakissy Costa Pina, salientando que estes exercícios contam com a participação de dezenas de agentes profissionais da saúde e outras instituições envolvidas na linha da frente.
“Nós vamos testar o plano de contingência para vermos como se é robusto, melhorar eventuais lacunas para prepararmos para essa eventual ameaça com todos os envolvidos na linha da frente para fazermos deste plano, um plano nosso”, acrescentou a coordenadora do COE.
Este exercício deve prolongar-se por mais uma semana e espera-se que no final as autoridades nacionais tenham, de facto, um plano de contingência capaz de fazer frente a uma eventual contaminação por Ébola em São Tomé e Príncipe.
M. Barros