Vitrina, 11.06.2026 - A empresa angolana Cimenfort está a investir dez milhões de dólares na produção de cimento em São Tomé. As obras de construção estão em curso, na localidade de Saton, numa área de seis hectares e a empresa poderá começar a operar dentro de oito meses.
“Num prazo de oito meses nós pomos isso em funcionamento e isso vai ajudar no sentido de não haver falta de cimento no mercado e os preços vão baixar”, disse Mario Vitor, da Cimenfort.
O mesmo disse que será produzido também uma qualidade de cimento para exportação para os mercados da região.
Segundo o responsável a matéria prima para a produção de cimento em São Tomé “já vem cozinhada de Angola”.
“Aqui vamos apenas usar uma matéria prima de São Tomé que é a puselana que vai servir de mistura e dar uma resistência para produzirmos aqui quatro espécies de cimento”, explicou o responsável angolano.
O projeto está a ser visto com expectativa pelo governo são-tomense, uma vez que que nos últimos meses várias construtoras e cidadãos que têm construções reclamam do preço cada vez mais alto do saco de cimento em São Tomé.
“Estamos a falar de algo que já existe há três anos, já passaram dois governos e a coisa não avançou e nós temos que, de facto fazer avançar”, disse o ministro de estado das finanças, sublinhando que já existe um estudo de impacto ambiental aprovado.
“Há aquele mito de que uma fábrica de cimento polui muito. Nós estamos a falar de uma matéria prima que existe em São Tomé e que permite fazer um tipo de cimento que é muito procurado internacionalmente”, disse Gareth Guadalupe.
O governante justificou ainda que 60 por cento da matéria prima “é feito, queimado lá fora, portanto, a questão do impacto ambiental não há de ser aqui em São Tomé”.
A empresa projeta produzir duas mil toneladas de cimento por mês para construção no país, e outras 10 mil toneladas para exportação.
“Nós acreditamos que para abastecer o mercado de São Tomé, duas mil toneladas dão perfeitamente, numa primeira fase, mas o objetivo da fábrica é produzir 12 mil toneladas porque nós temos que contemplar a exportação, porque isso é que nos vai garantir a divisa”, explicou Mario Vitor.
A cimenteira vai absorver pelo menos 100 postos de emprego, que o governo são-tomense considera como “bom para retermos aqui a nossa juventude”.
Nos últimos meses o preço do cimento no mercado que geralmente é importado de Angola, Portugal e de alguns países da costa africana disparou, tendo atingido o pico de 470,00 Dobras (cerca de 19 euros) por unidade.
M. Barros