CEN recenseou mais de 142 mil eleitores para votarem nas presidenciais

CEN recenseou mais de 142 mil eleitores para votarem nas presidenciais

Vitrina, 08.06.2026 – Pelo menos 142 mil eleitores no país e na diáspora estão recenseados para votarem na eleição presidencial de 19 de julho próximo, indica a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) em balanço feito a jornalistas, no fim de semana.

De acordo com o presidente da CEN, “foram registados no país e na diáspora 142 296 eleitores”, sendo que 121 771 eleitores são residentes em São Tomé e Príncipe e outros 20 525 eleitores foram registados nos vários círculos eleitorais da África e da Europa.

Jeudiger Nascimento que falava no final do processo de recenseamento eleitoral e da fase de atualização de dados, sublinhou, entretanto, que ainda faltam apurar os dados da Cadeia Central e dos cuidados de saúde para “podermos expurgar as pessoas que perderam o direito a voto”.

Dividindo os eleitores em grupos etários, a Comissão Eleitoral Nacional contabilizou 47,70% de eleitores com idades entre os 18 e 35 anos, o que corresponde a 67 883 eleitores. Eleitores dos 36 a 65 anos totalizam 44,82 por cento, com 66 778 cidadãos votantes e o grupo etário com mais de 66 anos correspondem a 7,47 por cento, num total de 10 635 eleitores.

O presidente da CEN destacou Agua Grande como sendo o distrito com maior número de eleitores, com 45 564 eleitores, seguindo-se Mé Zóchi com 30454 eleitores.

Em Portugal foram registados um total de 13 165 eleitores (9,25% do total de votantes). Em Cantagalo foram recenseados 12 486 eleitores, Lobata com 12310 eleitores, Lembá com 9 782 eleitores, Região Autónoma do Príncipe com 6 168 eleitores e Caué com 5.005 eleitores.

Todos os outros países da diáspora, com exceção de Portugal têm no conjunto tem menos de 3% por cento.

Em Gabão, Guiné Equatorial e Angola a Comissão Eleitoral Nacional registou uma diminuição de número de eleitores, comparando com o ultimo recenseamento realizado em 2022, o que se pode interpretar com o fenómeno emigração. Fontes diplomática dizem que muitos cidadãos que viviam nestes países ou regressaram a terra natal ou mudaram-se para outros países, particularmente Portugal.

M. Barros

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